segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
O dia em que deixei o Rio
É sobre uma tristeza que eu nunca senti igual que escrevo este texto. Nunca pensei até que ponto um homem e neste caso uma mulher, se pode apaixonar por uma cidade.
Conheci uma chinesa chamada Suki num hostel em São Paulo que estava à quatro meses a fazer uma viagem pela América latina. O Rio tinha sido o primeiro destino e seria o último antes de voltar para o Canada, onde vive. Ela dizia que sentia que o Rio era como um affair que viveu loucamente durante uma semana e que agora sentia que antes de deixar a América do Sul tinha que o voltar a encontrar.
Hoje na minha noite de despedida encontrei-a na pedra do sal. Desta vez fui eu que lhe disse, que daí a muito pouco tempo ia embora sem planos para voltar.
Não pensei que amar cidades fosse um caso tão sério.
"Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana"
Este é o Samba do avião do Tom Jobim.
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