terça-feira, 26 de novembro de 2013
Cine Joia
Descobri o endereço deste cinema na net enquanto procurava os filmes em cartaz. Seguindo as indicações, acabei no subsolo de um antigo shopping, onde fica o cinema. Tem uma sala, um funcionário e um público específico: reúne a fauna peculiar que só Copacabana tem.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O mundo vai acabar
Conheçi o Alex num jantar em minha casa com outros franceses. Na mesma noite fomos para a Pedra do Sal. O nosso entusiasmo a conversar no caminho era tanto que o Alex decidiu contar-me que o mundo ía acabar e porquê.
-O sistema está errado, o sistema está errado, até agora eu pensei que depois da minha escola de engenharia...
tirou o telefone do bolso e disse,
- A decisão vai ser em três dias. (continuou) Eu trabalhei com empresas e foi muito interessante, até que me levantei todos os dias e não sabia porque me levantava. Depois eu cheguei no Rio...
E mudámos para inglês, eu,
- Right, i see... there's a relationship in this story, you just broke up a relationship...
- If I wanted a normal life, being a part of the system, but I really think the system is wrong. I was with my girlfriend for 6 and a half years. Something was pulling me to Rio.
- ...
- What an optimization of time and people they do... You're in a bus station, you need to catch your bus at 3, if you miss it your screwed your hole day is...
Não que eu nunca tivesse ouvido esta conversa, já ouvi. Mas a urgência deste rapaz em explicar-me o fim do mundo foi além de poético, performatico.
Resta-me saber até que ponto o parisiense vai adoptar a vida carioca.
Uma vez houve um Perfeito obcecado com esta troca, mas ao contrário, daí decidiu transformar o Rio em Paris. Chamava-se Pereira Passos e derrubou o mais possível de cortiços em nome de erguer edifícios com estatuas e acabamentos neo classicos. Neo estúpido seria se o tivesse feito sem uma intenção de estabelecer a burguesia no Centro. Outra intenção sobre esta mesma relação terá este francês, em estabelecer-se e adoptar a vida carioca.
Faltava a Kabbalah
No ano em que decidi viver fora, decidi também que queria viver como se vive em cada lugar.
Faltava uma experiência espírita no Rio de Janeiro e hoje foi o dia.
A Marlit levou-me a uma palestra de Kabbalah. O centro fica na Lagoa e, diga-se de passagem, tem umas instalações impressionantes. Entrámos e recebemos um exemplar de "O poder da Kabbalah" com o subtítulo "13 princípios para superar desafios e alcançar a plenitude."
Na sala estão várias mesinhas com toalhas brancas, velas e mini girassões de plastico no centro de mesa. Uma mulher gorda que veste uma túnica excêntrica recebe calorosamente os convidados que preenchem as fichinhas com as suas informações. Ela fala a considerar verdades absolutas e com uma convicção impressionantes. A humanidade deseja a luz, porque é que existe o caos? E depois de uma pausa dramática diz: A Kabbalah explica para a gente. Mas mais, tive a sensação que a performance que ela fazia era igual à das vendedoras do Ponto Frio que tentam vender electrodomésticos na promoção. A urgente de nos convencer sobre a Kabbalah é tão grande que ela chega a ficar irritada e a levanta a voz. Pensei, coitada deve repetir isto tantas vezes...
Lembrei-me até de uma performance em que, com a mesma convicção, que não deixa de ser contagiante, a actriz diz barbaridades do género, o mundo acaba depois deste espectáculo e assim. É claro num texto muito bem escrito tudo é possível.
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