quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O mundo vai acabar


Conheçi o Alex num jantar em minha casa com outros franceses. Na mesma noite fomos para a Pedra do Sal. O nosso entusiasmo a conversar no caminho era tanto que o Alex decidiu contar-me que o mundo ía acabar e porquê.
-O sistema está errado, o sistema está errado, até agora eu pensei que depois da minha escola de engenharia...
tirou o telefone do bolso e disse,
- A decisão vai ser em três dias. (continuou) Eu trabalhei com empresas e foi muito interessante, até que me levantei todos os dias e não sabia porque me levantava. Depois eu cheguei no Rio...

E mudámos para inglês, eu,
- Right, i see... there's a relationship in this story, you just broke up a relationship...
- If I wanted a normal life, being a part of the system, but I really think the system is wrong. I was with my girlfriend for 6 and a half years. Something was pulling me to Rio.
- ...
- What an optimization of time and people they do... You're in a bus station, you need to catch your bus at 3, if you miss it your screwed your hole day is...

Não que eu nunca tivesse ouvido esta conversa, já ouvi. Mas a urgência deste rapaz em explicar-me o fim do mundo foi além de poético, performatico.
Resta-me saber até que ponto o parisiense vai adoptar a vida carioca.

Uma vez houve um Perfeito obcecado com esta troca, mas ao contrário, daí decidiu transformar o Rio em Paris. Chamava-se Pereira Passos e derrubou o mais possível de cortiços em nome de erguer edifícios com estatuas e acabamentos neo classicos. Neo estúpido seria se o tivesse feito sem uma intenção de estabelecer a burguesia no Centro. Outra intenção sobre esta mesma relação terá este francês, em estabelecer-se e adoptar a vida carioca.

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